História

Santo Antônio do Itambé é uma das belas cidades mineiras, incrustada ao pé do majestoso Pico do Itambé, o “Teto do Sertão Mineiro”, com altitude de 2.052 m e cercado por uma paisagem exuberante composta por uma fauna e flora ricos em biodiversidade e serras que guardam em seus seios belíssimas cachoeiras, com águas límpidas e convidativas para um mergulho capaz de promover a renovação da alma. A hospitalidade característica do povo mineiro está presente em cada esquina e em cada gesto, a gastronomia recheada de pratos típicos e o tradicional artesanato em fibras de taboa e argila,  tudo isso regado por muita cultura e estórias dos antigos e ilustres habitantes, que nos deixaram um grande legado cultural, ávido de ser preservado pelos seus legítimos herdeiros, o povo que aqui vive e todos aqueles que amam esta cidade.

A cidade foi fundada em 1665 pelos bandeirantes, exploradores de esmeraldas e pedras preciosas que vieram dos Estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e outros estados brasileiros, começando a ser povoada em 1664.

O município está distante 250 km da capital (Via Serra do Cipó), com acesso pela Rodovia MG-010, localizando-se entre duas importantes bacias hidrográficas de Minas Gerais, quais sejam, Alto Jequitinhonha e Rio Doce. A cidade faz parte do Circuito dos Diamantes e da Estrada Real.

O nome da cidade, “ITAMBÉ”, é de origem indígena, que na linguagem dos índios, significa: ITA, pedra e IMBÉ, de afiar. Assim, Pedra de Afiar.

No ano de 1875, através da Lei Provincial nº 2.180, o povoado foi elevado à freguesia de Santo Antônio do Itambé e somente mais tarde, em 1958 é que o município julgando estar apto a ser desmembrado da cidade de Serro, pleiteou a sua emancipação política, o que lhe fora negado.

Num segundo pleito, o município foi emancipado em 1º de março de 1963, passando a ser uma cidade independente de acordo com a Lei 2.764, de 30 de 1962.

Dentre os ilustres habitantes da cidade, podemos destacar sem desmerecer aos demais, o ourives e jornalista Geraldo Pacheco de Melo, fundador do primeiro jornal da região, o “Liberal do Serro”, em 1828; o poeta e escritor Adão Ventura; o saudoso e estimado Padre Joviano; além daqueles que muito contribuíram para o desenvolvimento do município, identificados como líderes do povo.

A cidade conta ainda com a Paróquia de Santo Antônio, única igreja católica do município, que no século XIX constituía-se em Curato do município de Serro e teve sua elevação a Paróquia em 07 de Março de 1841 – Lei nº 209 e que ainda guarda vestígios de belas pinturas no forro e no altar- mor.

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